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Auaufanato ES
Desde: 21/07/2010      Publicadas: 2      Atualização: 22/07/2010

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 PROTETORES DOS ANIMAIS ES

  22/07/2010
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O que é o Auaufanato?

Um pouco da história do grupo de voluntários de Vila Velha que cuidam de animais carentes.

O que é o Auaufanato?
"Os animais simbolizam o elo que mantém o homem intimamente ligado à natureza durante milhões de anos, um elo perdido durante o processo civilizatório. É por meio da convivência com eles que temos a sensação de pertencer a um mundo que vai além do egoísmo e admitimos a possibilidade de que vale a pena olhar para o outro".

É nesse pensamento que as pessoas que escolhem viver a árdua (porém gratificante) tarefa de recolher, acolher, ajudar, proteger e acima de tudo, amar incondicionalmente as diversas criaturas tentam se basear, cada vez que saímos de nossas casas e atravessamos o caminho de um animal, de uma criança ou um adulto solitário nos questionamos: "onde está o amor", onde está a compaixão que nos é natural cultivar, sendo, nós humamos, seres dotados de consciência e sentimento?

Gostaria de contar um pouco da história do Au-auanato, LUGAR DE ACOLHIDA, DE AMOR, DE LUTAS E VITÓRIAS.

Bem, como em todos os casos, o nosso grupo começou pelo mesmo motivo de tantos outros: a dor que nos invade cada vez que vemos um aumiguinho abandonado sofrendo nas ruas, ou sendo vítima da crueldade de certos humanos.
O trabalho do Au-aufanato começou pela iniciativa das protetoras Rose e Marcela, moradoras do bairro Jardim Marilândia.
A protetora Rose é proprietária de um pet shop e num certo dia, alguém deixou o " Garoto" pra tomar banho no pet shop e nunca mais voltou para buscá-lo. O Garoto era um cãozinho com as patinhas traseiras atrofiadas e que "andava" pulando. Por sua deficiência necessitava de cuidados especiais e exigia muita atenção dos donos. Garoto ficou mais de um mês na gaiola no pet da Rose, ele era um cão de porte médio e precisava de espaço, não poderia viver numa gaiola por muito tempo. A protetora Marcela pediu a uma amiga que acolhesse o Garoto e foi prontamente atendida. Porém surgiram outros cães, outros "Garotos" e a casa dessa amiga, além de ser num lugar distante já estava ficando super lotada. Marcela e Rose resolveram então alugar um lote em Cobilândia e levaram com elas além do Garoto mais 12 cães que haviam resgatado. Apesar da boa vontade, elas sabiam que não tinham uma boa estrutura para abrigá-los, os animais ficavam num lugar pequeno sem poder tomar banho de sol, sujinhos, devido ao chão de terra batida e de certa forma, "confinados".
Resolveram então alugar um lote maior, em Rio Marinho e se mudaram com a cachorrada para esse lugar, já eram 20 cães. Apesar do lote ser maior, os problemas também eram maiores, faltava dinheiro para o aluguel, para ração, para os remédios e eles ficavam muito doentes pois nao podiam separar os cães em tratamento dos que estavam saudáveis. Então, no Bairro onde moravam Marcela e Rose, havia um canil de adestramento que estava sendo desativado e seria demolido, após muita insistência as duas conseguiram convencer o proprietário a alugar o espaço para elas, o imóvel tinha boa estrutura mas também tinha no terreno muitos entulhos, carrapatos e o pior: 10 cães doentes, muito magros e alguns com sérios problemas de desvio de comportamento, que foram deixados no canil, destes, alguns morreram e outros foram doados.

Se firmava aí, o Grupo ProtetorES, com sede fixa num lugar decente para atender os animais que chegavam e
continuam chegando quase todos os dias.

O Garoto, principal personagem desse sonho foi muito bem adotado e vive hoje como merece, recebe tratamento de Rei!

O tempo passou e a realidade não muda, continuamos com dificuldades, continuamos nos deparando com animais abandonados, o aluguel continua sendo uma grande preocupação, as contas nas clínicas veterinárias são assustadoras, ainda tem contas de água, luz, despesas com material de limpeza, medicamentos, etc. Mas a força de vontade e o amor que temos pelos animais não nos deixa desistir, hoje formamos um grupo de pessoas mais que amigas, somos parceiras, cúmplices na dor e nas alegrias, um grupo que cuida do canil, incentiva a adoção, a castração e a posse responsável.

O que nos preocupa muito é o fato de não sermos uma Organização registrada e reconhecida, não recebemos nenhuma ajuda de prefeitura ou empresas privadas, trabalhamos contando com a ajuda de pessoas que conhecemos atraves da internet (orkut, blog e msn) e muitas vezes nós mesmas acabamos tendo que pagar as despesas com dinheiro do próprio bolso para manter os nossos anjinhos o mais saudáveis possível.

Muitas pessoas abandonam animais na porta do Canil, alguns abandonam animais que recolheram nas ruas, pedem ajuda, abrigo, fazem promessas e não voltam mais, por isso muitas vezes nos vemos em situações de sacrifício para não nos omitirmos com o sofrimento deles.

Nossa principal função é trabalhar em cima das adoções. Sabemos que abrigo não é o lugar ideal para os animais ficarem a vida toda, nosso espaço tem que funcionar como um local de recuperação, passagem e encaminhamento para adoção. Mas por outro lado, nós recolhemos os animais pensando em dar uma vida digna a eles, e essa é a grande causa que faz tudo girar, é esse o motivo pelo qual existe o abrigo e é essa a razão pela qual todos nós fazemos o que podemos pra ajudar. Por isso, nos preocupamos em cuidar dos animais que estão conosco, e vigiamos de perto depois que são doados. O ciclo só se fecha quando nós encontramos um lar saudável, feliz e definitivo para o bichinho. Sabemos que se cometermos o erro de encaminhar para adoção sem critérios, a chance desse animal voltar, ou pior, ser abandonado de novo, é muito grande. E aí, nós fracassamos, deixamos de nos guiar pelo nosso valor maior, que deveria ser o nosso norte o tempo todo: o bem estar dos animais. De nada vale todo o nosso esforço se nós não tivermos certeza de que estamos encaminhando o animal para bons donos.

FICA A PERGUNTA:
Quantos seres humanos conhecem o significado das palavras LEALDADE, e FIDELIDADE, nesse mundo de valores invertidos?
Somos distintos dos animais pela nossa razão. Mas, será que temos realmente razão quando nos impomos todos os tipos de falsas necessidades, ou quando nos esforçamos para não vermos o custo de nossos prazeres?

Desde já, deixo a sugestão:
Sê a mudança que queres ver no mundo, faça a sua parte, recicle, conscientize, economize, adote um amigo, faça um trabalho voluntário com crianças, idosos ou animais, respeite a natureza! Só não espere pelas outras pessoas para começar a agir.
Contar essa história é algo muito prazeroso e emocionante.
Fazer parte dela, então, é extraordinário.





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